sexta-feira, 27 de maio de 2016

Vamos falar de cultura

CONVIDO PARA REFLETIR!

vamos falar de cultura
Cultura é a roda de samba, a cerveja depois do trabalho, a praia no final de semana, o improviso das favelas, o biquíni das meninas, o pão com manteiga de manhã, a feijoada no sábado, o churrasco no domingo, a moqueca na Semana Santa, a roda de capoeira, a molecada jogando futebol num campinho qualquer, as tantas manifestações folclóricas…
Cultura são os cantores das noites, as bandas de amigos, os blocos de carnaval, os artistas das ruas, os artesãos das feirinhas, os homens dos cordéis, as mulheres das rendas, os repentistas do sertão, os funkeiros dos morros, os violeiros do pantanal, os rappers da periferia, os aposentados das praças, os pintores e escritores independentes, os poetas dos bares…
Cultura independe do governo. Cultura não se fabrica. Não se controla. Cultura é como o mercado. Acontece. Incontrolável. Indomável como a língua, que se transforma o tempo todo, a despeito do que os acadêmicos planejam. Quando a cultura vira política de governo, deixa de ser cultura. Vira panfleto.
O fim do ministério da Cultura teria um único resultado prático: Artistas que se acostumaram com o dinheiro do governo teriam que captar recursos diretamente na sociedade.
Se o MinC e as leis de incentivo fossem extintas, pessoas como Chico Buarque teriam que fazer mais shows para manter seus estilos de vida. Teriam que se aproximar do povão. Aqueles que não quiserem se “vender ao mercado” buscando patrocínio de empresas privadas, teriam que fazer campanhas de crowdfuding na internet, assim como milhares de artistas independentes já estão fazendo. Com toda certeza, artistas consagrados não teriam dificuldades em viabilizar seus projetos a partir de doações espontâneas de pessoas comuns, suas fãs. As produtoras que se especializaram em captar recursos via leis de incentivo teriam que se especializar em captar recursos no mercado, na sociedade.
O ministério da Cultura representa um dos piores efeitos da democracia: A maioria sendo obrigada a financiar projetos que apenas uma pequena minoria usufrui. Cidadãos sendo obrigados, via pagamento de impostos, a bancar projetos que não lhes interessam. Filmes inteligentinhos. Exposições grotescas. Livros que ninguém lê.
O argumento de que o fim do MinC seria um atentado contra a cultura nacional insulta os inúmeros artistas que trabalham por conta própria, vivendo do talento que têm, sustentando suas vidas e suas artes na medida em que satisfazem outras pessoas.
O ministério da Cultura sempre foi um cabidão de empregos e uma fonte de dinheiro para uma elite composta por artistas famosos ou apadrinhados.
O ministério da Cultura é um vetor de concentração de renda. Metade dos recursos captados em 2015 foram destinados a apenas 3% dos projetos aprovados. Como levantou o Spotniks, entre 2005 e 2015 o orçamento da Ancine saltou de R$ 19 milhões para R$ 660 milhões, obtendo resultados nada proporcionais. Em 2008, foram lançados 79 filmes. Em 2015, 128. O número de expectadores cresceu de 89 para 155 milhões no período, porém, mantendo a média de 12% de interesse nos filmes nacionais. O que isso significa? Que por mais que se injete dinheiro no setor, o grande público não passa a se interessar mais pelos filmes nacionais; e por uma razão muito simples: A maioria das produções é feita apenas para o prazer da elite cultural.
E por falar em cinema…
A maior produção cinematográfica do mundo está na Índia, onde são feitos mais que o dobro do número de filmes feitos em Hollywood, sem dinheiro do governo. Sem programas de proteção ao cinema nacional, apenas 10% dos filmes assistidos na Índia são americanos. Os indianos pobres assistem até 5 vezes mais filmes do que os ricos. São vendidos mais de 3 bilhões de ingressos por ano. Na Índia, atores e produtores não trabalham para emocionar Hollywood, Cannes ou Berlin. Trabalham para emocionar dos indianos.
Falta honestidade ao cinema brasileiro.
A Ancine se assemelha em conceito, prática e resultado ao BNDES. Ambos injetaram dinheiro público em determinados setores que hoje continuam dependentes do governo, comprovando o que os liberais dizem desde sempre: Subsídios geram ineficiência.
A TV Brasil, criada por Lula, têm quase zero % de audiência, mas conta com um orçamento de meio bilhão por ano. Por que o povão não assiste o canal? Porque sua programação é um lixo. É para isso que existe o governo: Dizer que lixo é cultura.
É preciso esclarecer que a lei Rouanet não é uma simples lei que converte impostos em investimentos culturais. A burocracia do “benefício” exclui a quase totalidade dos artistas, já que para desvendá-la é necessária a contratação de uma agência ou produtora especializada. Por isso não vemos micro e pequenas empresas patrocinando artistas desconhecidos. Elas não conseguem sequer preencher os formulários, dada a complexidade e restrições da papelada.
Mesmo que um projeto vença a burocracia, ele e seu autor serão avaliados por uma comissão com escancarado viés ideológico. Projetos ou artistas avaliados como ameaça aos ideais socialistas são vetados. Parece exagero, mas é assim mesmo que funciona. Em resumo, a lei Rouanet é uma mera formalidade entre amigos.
Graças a lei Rouanet, R$ 1,4 bilhão deixaram de ser pagos em impostos em 2015. A título de comparação, a Polícia Federal contou com uma verba de R$ 1 bilhão no mesmo ano; e Dilma, antes de sair, mandou reduzir a verba da PF em 13%.
A extinção do MinC não acabaria com a cultura nacional. Acabaria apenas com a elite cultural bancada com dinheiro público, fazendo com que a classe artística e intelectual se tornasse mais criativa, se aproximasse mais da sociedade, se tornasse independente.
Ainda não foi dessa vez.
Acuado, Michel Temer recriou o MinC uma semana depois de extingui-lo. Não suportou a pressão.
Comprovou-se, assim, que a elite cultural utiliza seu poder de mobilização apenas em benefício próprio, esbanjando demagogia, arrogância e soberba. Apesar do discurso, não tem nada de altruísta. É completamente indiferente à situação do país. Exige que seus projetos sejam tratados com prioridade nacional. Não tem pudor em dizer que se não tiver acesso ao dinheiro público, a cultura do país cairá em desgraça. Não por acaso, dessa elite nunca vimos um único protesto contra os absurdos do governo do PT. Foram 13 anos de bajulações.
A cultura somos nós. Eles são os parasitas.
Postado Em oão Cesar de Melo

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

As 10 igrejas mais antigas do Brasil

1. Igreja da Misericórdia, 1526, Porto, Seguro (BA)
Erguida com o nome de Nossa Senhora dos Passos, era feita de taipa de pilão. Foi reconstruída logo em 1535. A versão atual é resultado de uma reforma de 1776. Atualmente, abriga um museu de arte sacra, que inclui uma peça rara, de 1585, uma escultura de Nosso Senhor dos Passos, cravejada com rubis. Faz parte do complexo
de edifícios tombados da chamada cidade alta de Porto Seguro.
2. Igreja da Graça, 1535, Salvador (BA)
Foi construída por Diogo Álvares Corrêa, o Caramuru, quando Salvador era apenas um povoado pequeno, gerido por degredados. Sua esposa, a índia convertida ao cristianismo Paraguaçu, teria tido a visão da imagem de Nossa Senhora que inspirou a construção – e que depois teria sido encontrada na costa. Desde 1586 o templo pertence ao Mosteiro de São Bento, e foi reformado e ampliado em 1645 e em 1770.
3. Igreja do Rosário, 1535, Vila Velha (ES)
A capela foi construída a mando do primeiro donatário da capitania do Espírito Santo, Vasco Fernandes Coutinho, que trouxe para a região relíquias de dois santos e mártires, São Colombo e São Liberado. Em 1551 foi ampliada por jesuítas, que incluíram no espaço único planta com nave, coro e capela principal. Uma de suas reformas foi realizada com dinheiro cedido pelo imperador dom Pedro II, que visitou o templo em 1860.
4. Igreja dos Santos Cosme e Damião, 1536, Igarassu (PE)
Levantada a mando do capitão Afonso Gonçalves para celebrar uma vitória contra os índios caetés onde hoje fica a cidade vizinha de Recife, foi depredada durante a invasão holandesa a Pernambuco e reconstruída em 1654 – em 1690, veio abaixo novamente, para ser reerguida em 1696. É tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1951.
5. Igreja Nossa Senhora Santana, 1537, Ilhéus (BA)
Construída em uma área doada à família do terceiro governador-geral do Brasil, Mem de Sá, que também ergueu ali um engenho de açúcar que se manteve produtivo por mais de 300 anos. A capela foi usada pelos missionários cristãos como base para catequizar o litoral e o interior da região. Fica no distrito de Rio de Engenho, zona rural da cidade. Foi aberta ao público em 2013, após ser restaurada.
6. Igreja Nossa Senhora do Monte, 1537, Olinda (PE)
As monjas que mantêm o templo cantam durante as missas e, na porta lateral, vendem biscoitos de uma receita suíça. Duarte Coelho Pereira, o primeiro donatário da capitania de Pernambuco, escolheu o local para receber uma igreja, entregue aos monges beneditinos em 1596, que construíram um mosteiro e uma enfermaria. Grande parte da arquitetura e da decoração atuais data de ampliações do século 17.
7. Paróquia de Nossa Senhora da Luz, 1540, São Lourenço da Mata (PE)
Desabou parcialmente em 1998, mas continua aberta aos fiéis desde os tempos em que a região servia de refúgio para os portugueses que se escondiam dos índios ou dos holandeses. No dia 2 de fevereiro é celebrada a festa da padroeira, cuja estátua teria sido encontrada a primeira vez por caçadores e, então, roubada várias vezes, para sempre reaparecer de forma misteriosa.
8. Igreja de Nossa Senhora da Graça, 1551, Olinda (PE)
Feita de taipa para dar suporte ao trabalho dos evangelizadores jesuítas, foi reconstruída em 1567, em alvenaria, e ampliada duas vezes, ainda no século 16. Sofreu com um incêndio em 1631 e ficou fechada durante a ocupação dos holandeses. Reaberta na década de 1660, a igreja passou a fazer parte de um complexo que incluía um colégio onde o padre Antônio Vieira, no início das suas atividades, deu aulas de retórica.
9. Igreja Nossa Senhora da Vitória, 1561, Salvador (BA)
Instalado no começo do Corredor da Vitória, perto do Museu de Arte da Bahia, o templo preserva uma coleção de imagens barrocas do século 18. A atual fachada data da reforma de 1910. Mas a igreja ainda segue com elementos do desenho inicial, projetado pelos portugueses para dar conta da população de fiéis que aumentava rapidamente desde a transformação da cidade em capital do Brasil, em 1549.
10. Igreja Nossa Senhora do Carmo, 1590, Rio de Janeiro (RJ)
Era a igreja oficial da família real brasileira, onde foram coroados dom Pedro I e dom Pedro II. Os mais importantes integrantes da realeza casaram ali. A História da igreja data da consolidação do controle português sobre o Rio de Janeiro. Escavações de 2008 localizaram sinais de que a primeira capela ficava sobre a areia e de frente para o mar. A igreja é obra dos carmelitas.
Fonte: Aventuras na História.com.br
Tiago Cordeiro

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Dia Mundial da Paz

O dia 1º de janeiro é mundialmente conhecido como o dia da paz.
A paz é um sentimento que temos quando mantemos uma relação harmoniosa com outras pessoas, causando um estado de tranquilidade e de não violência. É também um estado de quietude de um lugar, sem barulho, movimento e agitação.
Contudo, há dois mil anos, os povos babilônicos comemoravam o início do ano em março, em agradecimento à chegada da primavera no hemisfério norte, época em que voltariam a plantar, ficando conhecida como a época do reinício da vida.
Porém, foram os romanos que escolheram o dia primeiro de janeiro como a data do Ano Novo, sendo inserida no calendário gregoriano em 1582.
Somente em 1967 a data foi instituída, tornando-se oficial, através do Papa Paulo VI, entrando em vigor a partir de 1968.
O ano de 1968 foi de muita violência, marcado pela guerra do Vietnã. Além dessa, outras guerras já tinham agredido o mundo, causando a morte de milhares de pessoas.
Com isso, o Papa passou a escolher um assunto para ser lembrado, especialmente nesta data, a fim de tocar o coração das pessoas, tornando-as mais humanas e interessadas no bem comum, na paz entre os homens.
Até hoje foram abordados ao total quarenta e dois temas, expostos nos discursos dos papas durante a ceia de natal. As questões lembradas ficam por conta de assuntos como solidariedade, conflitos mundiais, pobreza, infância e adolescência, educação, direitos humanos, perdão, etc., estando na pauta de 2009 o tema “Combater a Pobreza, Construir a Paz”.
Em seu último discurso, nessa data, o Papa falou da globalização, proferindo que esta deveria se estender a abordar a moral e a espiritualidade dos homens, que segundo as Leis Divinas formam uma única família, motivo pelo qual devem controlar seus impulsos e seguir os princípios da responsabilidade e da fraternidade.
Fonte:
Publicado por: Jussara Barros em Janeiro

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

DIA NACIONAL DO ATLETA

O Dia Nacional do Atleta, ou simplesmente Dia do Atleta, é comemorado em 21 de Dezembro.

A data celebra o esforço das pessoas que se dedicam ao esporte, seja por hobbie ou para manter uma boa qualidade de vida. Um atleta pode ser também àquele que pratica o atletismo, um grupo de modalidades que pertencem aos Jogos Olímpicos, como a corrida, o salto com vara, arremesso de pesos, ginástica artística e etc.




Os primeiros atletas surgiram há muitos séculos, na antiga Grécia e Roma.

Os Jogos Olímpicos, uma série de competições de jogos e esportes, que acontece de quatro em quatro anos, reúnem os melhores atletas do mundo, que competem por medalhes de ouro, prata e bronze.

O Brasil sedia os Jogos Olímpicos em 2016, na cidade do Rio de Janeiro.







Origem do Dia do Atleta
Quem decretou o dia 21 de Dezembro como sendo o Dia Nacional do Atleta, foi o ex-presidente do Brasil Jânio Quadros, em 1961. 

No entanto, existem vários outros dias dedicados às pessoas que praticam esportes, como o Dia do Atleta Olímpico, em 23 de Junho; o Dia do Atleta Profissional, celebrado em 10 de Fevereiro; e o Dia Nacional do Atleta Paraolímpico, comemorado em 22 de Setembro.


Fonte: Calendarr BRASIL