Mostrando postagens com marcador Folclore. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Folclore. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de agosto de 2016

Festival das Araras será realizado em setembro na cidade de Tefé-AM

A Associação Folclórica da Araras lançou na noite do dia 31 de julho, na Praça Remanso do Boto, o Festival das Araras, o evento marcou a criação das associações Arara Vermelha e Arara Azul que se apresentarão oficialmente nos dias 09 de 10 de setembro em Tefé.

O Presidente da Arara Vermelha,Ronildo carvalho informou ao TeféNews que neste primeiro ano do projeto as duas araras prestarão homenagem ao povo Araras, uma das primeiras etnias da região.



O festival será realizado na Praça Remanso do Boto, nos dias 09 e 10 de setembro, e deve reunir cerca de 300 brincantes, da Arara Vermelha, representada pelo bairro São José com o tema “Amazônia: Místico Santuário”, e Arara Azul, do bairro de Jerusalém, com o tema “Uma Aldeia Mística”.


Fonte: 

terça-feira, 12 de julho de 2016

PELOS CAMINHOS DA ROÇA - PARTE I

A dança da quadrilha surgiu no interior rural e voltou para ele. Mas, agora, com uma roupagem estilizada para sobreviver e ser admirada pela mídia.



Este artigo é de autoria de César Vicente e foi publicado na edição nº 930 de junho/2013, da Revista Família Cristã da Editora Paulinas, sendo portanto bem atual para o que ora debatemos. Uma descaracterização brutal contra a originalidade de uma dança que ocorre de norte a sul do Brasil e que hoje tem sido alvo de inúmeras reclamações e debates sobre a autenticidade que está sendo esquecida, em nome do poder midiático da cultura popular espetacularizada.

As manifestações populares (festas, danças, culinária, arte, artesanato, etc) já não pertencem apenas aos seus protagonistas. As culturas tradicionais no mundo globalizado são também do interesse dos grupos midiáticos, de turismo, de entretenimento, das empresas de bebidas, de comidas e de tantas outras organizações socais, culturais e econômicas. (Osvaldo Meira Trigueiro)


Em três partes tentarei explicar o processo pelo qual essa dança popular passou até chegar aonde chegou, nos dias atuais.

"Olha a chuva! É mentira. Olha a cobra! Já mataram..." 

Que atire a primeira pedra quem nunca ouviu tais marcações de dança das quadrilhas, obrigatórias nas festas populares, que, sempre em junho, fazem do Brasil um imenso arraial. Em escolas, comunidades e clubes, entre fogueiras, pratos de comidas típicas e bandeirinhas coloridas estendidas por varais, os pares se compõem e, caracterizados por matutos ou caipiras estereotipados, recontam uma história que remonta à Inglaterra medieval.


História. Foi durante a Guerra dos Cem Anos (de 1337 a 1453) entre Inglaterra e França que esta última incorporou alguns costumes culturais do então inimigo, como uma dança típica do interior rural inglês cujo bailado era executado por grupos de quatro pares, a quadrille. Nos salões franceses, a novidade conquistou a nobreza e se espalhou pro toda a Europa. Daí - a bordo da corte real portuguesa, em 1822 - chegar ao Brasil foi um pulo. As quadrilhas se tornaram a dança oficial dos saraus do Rio de Janeiro e logo se vulgarizaram, caindo em cheio no agrado popular nacional.

Sucessivos processos de aculturação fizeram a dança ser praticada ao ar livre e ser assimilada pelo calendário da Igreja Católica em festas a louvor de São João, Santo Antônio e São Pedro, celebrados em junho, especialmente nos meios rurais, o que explica a indumentária campesina de seus participantes, inspirada na cultura caipira ou sertaneja. As finas sedas dos salões da nobreza, por exemplo, deram lugar à chita, um tecido bem mais barato e acessível. E, como na roça, o casamento é sempre motivo de longos festejos, as quadrilhas adotaram a forma de uma união fictícia, o que não foge demais das primitivas festas de São João na Europa, que já celebravam aspirações matrimoniais. É claro que, como em todos os festejos populares, nada é para ser levado a sério. 

No enredo desses casamentos, a noiva - juntamente com o noivo são as figuras principais de hoje - está indisfarçavalmente grávida, e o noivo se apresenta ao padre espontaneamente, ou seja, após ser dissuadido por um aparato policial, delegado incluído, fortemente armado e subvencionado pelo futuro sogro, geralmente um coronel ofendido. Não tem mais rei nem rainha, nem príncipe nem princesa.



quarta-feira, 1 de junho de 2016

Sujeitos à modernidade, festejos juninos se afastam progressivamente do formato original.

Adeus à tradição


Festas juninas atuais incorporam elementos modernos à tradição.
Na velocidade dos tempos modernos, pautados pelo ritmo de vida desordenado dos centros urbanos, os costumes tradicionais estão progressivamente perdendo forças. Festejos especiais do calendário brasileiro, como o carnaval e a Semana Santa, cada vez mais deixam de lado suas características originais para abraçar uma roupagem moderna que mais privilegia os eventos do que a cultura, antigamente passada de geração em geração. Com os festejos juninos, não é diferente. 
As festas juninas atuais surgiram a partir de celebrações dos povos pagãos europeus, que comemoravam a chegada do solstício de verão e a fartura da colheita, no dia 24 de junho. A festa só foi associada ao nome de São João Batista durante o período da Idade Média. Os festejos logo se popularizaram por diversos países católicos do continente europeu, como Portugal, França e Irlanda. 
No Brasil, as comemorações juninas desembarcaram junto com os colonizadores portugueses que além de São João trouxeram dois outros santos que foram associados às festas: Santo Antônio e São Pedro, cujos dias são comemorados em 13 e 24 de junho, respectivamente. As festas logo foram incorporadas aos costumes da alta corte portuguesa, sempre propensa a imitar os europeus. 
Mais tarde, os festejos foram adotados pela aristocracia rural da região Nordeste e em pouco tempo ganharam as fazendas e os arraiás, agregando à festa costumes e situações corriqueiras da vida no campo. 
Alexis Peixoto


O pesquisador Severino Vicente condena a descaracterização das
quadrilhas juninas.

Neste primeiro momento, as festas juninas ainda deviam algo às tradições européias, mas já começava a incorporar algumas tradições brasileiras e tipicamente nordestinas. Nas festas, dançava-se a quadrilha, que foi originada na França, mas também se dançava o côco de roda, a ciranda, o baião, o forró”, aponta o pesquisador Severino Vicente, da Comissão de Folclore da Fundação José Augusto. 
“Dessas manifestações, a única que ainda permanece ligada aos festejos juninos é o forró, embora de uma forma muito mais moderna”, completa. 
Outra tradição junina de antigamente que praticamente inexiste nos dias atuais, são as famosas simpatias. Durante as comemorações do dia de Santo Antônio era mais do que comum para as moças recitarem pedidos de casamento por meio de versos como “Santo Antônio querido/ Eu vos peço por quem sois/ Dai-me o primeiro marido/ Que o outro eu arranjo depois”. Os rituais ao pé da fogueira, entre afilhado e padrinho, onde o primeiro assumia as responsabilidades sobre o segundo também foram aos poucos sendo abandonados. 
As práticas de soltar balões e acender fogueiras têm sido cada vez mais restritas nas grandes capitais, principalmente devido a questões ambientais e relacionadas à segurança. 


“Hoje em dia o São João urbanizou-se. Perde-se com a falta de estudo, não há compromisso com a tradição”, aponta Vicente, fazendo um adendo. “Não sou contra a modernidade das quadrilhas estilizadas, por exemplo. O que não aprovo é a incorporação de elementos estrangeiros nos festejos. A modernização se estiver em equilíbrio com a tradição, é bem vinda. O que não pode é a descaracterização”, finaliza. 



Conheça a origem de alguns elementos típicos das festas juninas:



Fogueiras:  Existem duas versões que explicam a origem da fogueira nos festejos juninos. A primeira diz respeito ao costume pagão de acender fogueiras em comemoração a chegada do solstício de verão. Já a tradição católica, aponta para um acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte. 



Fogos de artifício: No Brasil, os fogos de artifício são utilizados para despertar São João Batista que, segundo a tradição católica dorme durante os três dias de festas juninas. 



Comidas típicas: Junho é o mês mais propício para a colheita do milho. Logo, as comidas típicas das festas juninas, como a canjica, pamonha e o milho assado, utilizam este vegetal como principal ingrediente. 



Quadrilha: A quadrilha surgiu nos salões aristocráticos da França, no século XVIII. Desde então, ganhou diversas releituras em outros países europeus até chegar ao Brasil, por intermédio da corte portuguesa. Em pouco tempo, fundiu-se com outras danças típicas do país e deu origem a popular “quadrilha matuta”. 



Balões: Embora hoje seja uma prática proibida por lei, o hábito de soltar balões servia para avisar as crianças sobre o início da festa.


Fonte: Alexis Peixoto, 
 

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Vamos falar de cultura

CONVIDO PARA REFLETIR!

vamos falar de cultura
Cultura é a roda de samba, a cerveja depois do trabalho, a praia no final de semana, o improviso das favelas, o biquíni das meninas, o pão com manteiga de manhã, a feijoada no sábado, o churrasco no domingo, a moqueca na Semana Santa, a roda de capoeira, a molecada jogando futebol num campinho qualquer, as tantas manifestações folclóricas…
Cultura são os cantores das noites, as bandas de amigos, os blocos de carnaval, os artistas das ruas, os artesãos das feirinhas, os homens dos cordéis, as mulheres das rendas, os repentistas do sertão, os funkeiros dos morros, os violeiros do pantanal, os rappers da periferia, os aposentados das praças, os pintores e escritores independentes, os poetas dos bares…
Cultura independe do governo. Cultura não se fabrica. Não se controla. Cultura é como o mercado. Acontece. Incontrolável. Indomável como a língua, que se transforma o tempo todo, a despeito do que os acadêmicos planejam. Quando a cultura vira política de governo, deixa de ser cultura. Vira panfleto.
O fim do ministério da Cultura teria um único resultado prático: Artistas que se acostumaram com o dinheiro do governo teriam que captar recursos diretamente na sociedade.
Se o MinC e as leis de incentivo fossem extintas, pessoas como Chico Buarque teriam que fazer mais shows para manter seus estilos de vida. Teriam que se aproximar do povão. Aqueles que não quiserem se “vender ao mercado” buscando patrocínio de empresas privadas, teriam que fazer campanhas de crowdfuding na internet, assim como milhares de artistas independentes já estão fazendo. Com toda certeza, artistas consagrados não teriam dificuldades em viabilizar seus projetos a partir de doações espontâneas de pessoas comuns, suas fãs. As produtoras que se especializaram em captar recursos via leis de incentivo teriam que se especializar em captar recursos no mercado, na sociedade.
O ministério da Cultura representa um dos piores efeitos da democracia: A maioria sendo obrigada a financiar projetos que apenas uma pequena minoria usufrui. Cidadãos sendo obrigados, via pagamento de impostos, a bancar projetos que não lhes interessam. Filmes inteligentinhos. Exposições grotescas. Livros que ninguém lê.
O argumento de que o fim do MinC seria um atentado contra a cultura nacional insulta os inúmeros artistas que trabalham por conta própria, vivendo do talento que têm, sustentando suas vidas e suas artes na medida em que satisfazem outras pessoas.
O ministério da Cultura sempre foi um cabidão de empregos e uma fonte de dinheiro para uma elite composta por artistas famosos ou apadrinhados.
O ministério da Cultura é um vetor de concentração de renda. Metade dos recursos captados em 2015 foram destinados a apenas 3% dos projetos aprovados. Como levantou o Spotniks, entre 2005 e 2015 o orçamento da Ancine saltou de R$ 19 milhões para R$ 660 milhões, obtendo resultados nada proporcionais. Em 2008, foram lançados 79 filmes. Em 2015, 128. O número de expectadores cresceu de 89 para 155 milhões no período, porém, mantendo a média de 12% de interesse nos filmes nacionais. O que isso significa? Que por mais que se injete dinheiro no setor, o grande público não passa a se interessar mais pelos filmes nacionais; e por uma razão muito simples: A maioria das produções é feita apenas para o prazer da elite cultural.
E por falar em cinema…
A maior produção cinematográfica do mundo está na Índia, onde são feitos mais que o dobro do número de filmes feitos em Hollywood, sem dinheiro do governo. Sem programas de proteção ao cinema nacional, apenas 10% dos filmes assistidos na Índia são americanos. Os indianos pobres assistem até 5 vezes mais filmes do que os ricos. São vendidos mais de 3 bilhões de ingressos por ano. Na Índia, atores e produtores não trabalham para emocionar Hollywood, Cannes ou Berlin. Trabalham para emocionar dos indianos.
Falta honestidade ao cinema brasileiro.
A Ancine se assemelha em conceito, prática e resultado ao BNDES. Ambos injetaram dinheiro público em determinados setores que hoje continuam dependentes do governo, comprovando o que os liberais dizem desde sempre: Subsídios geram ineficiência.
A TV Brasil, criada por Lula, têm quase zero % de audiência, mas conta com um orçamento de meio bilhão por ano. Por que o povão não assiste o canal? Porque sua programação é um lixo. É para isso que existe o governo: Dizer que lixo é cultura.
É preciso esclarecer que a lei Rouanet não é uma simples lei que converte impostos em investimentos culturais. A burocracia do “benefício” exclui a quase totalidade dos artistas, já que para desvendá-la é necessária a contratação de uma agência ou produtora especializada. Por isso não vemos micro e pequenas empresas patrocinando artistas desconhecidos. Elas não conseguem sequer preencher os formulários, dada a complexidade e restrições da papelada.
Mesmo que um projeto vença a burocracia, ele e seu autor serão avaliados por uma comissão com escancarado viés ideológico. Projetos ou artistas avaliados como ameaça aos ideais socialistas são vetados. Parece exagero, mas é assim mesmo que funciona. Em resumo, a lei Rouanet é uma mera formalidade entre amigos.
Graças a lei Rouanet, R$ 1,4 bilhão deixaram de ser pagos em impostos em 2015. A título de comparação, a Polícia Federal contou com uma verba de R$ 1 bilhão no mesmo ano; e Dilma, antes de sair, mandou reduzir a verba da PF em 13%.
A extinção do MinC não acabaria com a cultura nacional. Acabaria apenas com a elite cultural bancada com dinheiro público, fazendo com que a classe artística e intelectual se tornasse mais criativa, se aproximasse mais da sociedade, se tornasse independente.
Ainda não foi dessa vez.
Acuado, Michel Temer recriou o MinC uma semana depois de extingui-lo. Não suportou a pressão.
Comprovou-se, assim, que a elite cultural utiliza seu poder de mobilização apenas em benefício próprio, esbanjando demagogia, arrogância e soberba. Apesar do discurso, não tem nada de altruísta. É completamente indiferente à situação do país. Exige que seus projetos sejam tratados com prioridade nacional. Não tem pudor em dizer que se não tiver acesso ao dinheiro público, a cultura do país cairá em desgraça. Não por acaso, dessa elite nunca vimos um único protesto contra os absurdos do governo do PT. Foram 13 anos de bajulações.
A cultura somos nós. Eles são os parasitas.
Postado Em oão Cesar de Melo

domingo, 1 de novembro de 2015

Seja Ponto de Cultura, entre para a rede!

onlkm

O Cultura Viva é uma política cultural voltada para o reconhecimento e apoio à atividades e processos culturais já desenvolvidos, estimulando a participação social, a colaboração e a gestão compartilhada de políticas públicas no campo da cultura. Fomentar essas práticas é também aprofundar a democracia cultural e, por que não, a cultura democrática.A Rede Cultura Viva é a plataforma do Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, instituído pela Lei Cultura Viva. É a ferramenta que permite a autodeclaração por parte das entidades e coletivos culturais, e o reconhecimento por parte do Estado, estabelecendo uma relação direta entre os Pontos de Cultura, o Ministério da Cultura, e os entes federados parceiros. A rede social dos fazedores e fazedoras de cultura do Brasil.
Para quem já é Ponto ou Pontão de Cultura, o Cadastro é uma forma de manter os dados atualizados, acompanhar a execução de plano de trabalho, enviar informação sobre atividades desenvolvidas, além de se manter informado a respeito de encontros, editais, apoios e articulações.
Para quem quer ser Ponto ou Pontão de Cultura, é só chegar! Insira seus dados no Cadastro e, a partir de uma seleção simplificada e da adesão à Política Nacional de Cultura Viva, a entidade ou o coletivo cultural poderá ser reconhecido como Ponto ou Pontão de Cultura, passando a integrar a rede da Política Nacional de Cultura Viva.
Curtiu? Então seja mais um ponto nesta teia da diversidade cultural brasileira!

O que é Cultura Viva

Aldeia Multiétnica
O Programa Cultura Viva, desde sua implementação em 2004, alcançou grande dimensão nacional, e atualmente é uma referência para políticas culturais em vários países da América Latina. Sua política foi desenhada para valorizar a cultura realizada na base da sociedade brasileira, a articulação em rede e a gestão compartilhada, com base nos princípios da autonomia, protagonismo e empoderamento da sociedade civil.
A Política de Cultura Viva contempla iniciativas ligadas à cultura de base comunitária, Indígenas, Quilombolas, de Matriz Africana, economia solidária, produção cultural urbana e periférica, cultura digital, cultura popular, com ampla incidência no segmento da juventude, abrangendo todos os tipos de linguagem artística e cultural como música, artes cênicas, cinema, circo, literatura, entre outras.
Tem o objetivo de promover a articulação destas iniciativas em rede, contribuindo para a inclusão social, o combate ao preconceito e a todas as formas de discriminação e intolerância, o reconhecimento e a valorização da diversidade cultural brasileira e o pleno exercício dos direitos culturais.
Desde 23 de julho de 2014, com a sanção da Lei Cultura Viva (Lei nº 13.018/2014), o Programa Cultura Viva e os Pontos e Pontões de Cultura tornaram-se Política de Estado. Além de garantir a continuidade do Programa, a Lei simplifica e desburocratiza os processos de prestação de contas e o repasse de recursos para as organizações da sociedade civil.
Atualmente está presente nos 27 estados brasileiros e em cerca de mil municípios, é um dos programas com mais capilaridade e visibilidade do Ministério da Cultura, atualmente com 4.502 Pontos fomentados. Até 2020 deverão ser fomentados mais 10.498 Pontos de Cultura para atingir a meta de 15 mil Pontos prevista no Plano Nacional de Cultura.
Fonte: MINC, Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Associações Folclóricas decidem pelo adiamento do início do 59º Festival Folclórico do Amazonas


As associações afirmam que não teriam tempo hábil para a entrega da documentação necessária exigida nos editais e consequente recebimento de recurso para a realização de suas apresentações.


O 59ª Festival Folclórico do Amazonas foi adiado para o mês de julho (Clóvis Miranda)

No início da tarde desta terça-feira (9), foi decidido o adiamento do início do 59º Festival Folclórico do Amazonas. O evento iria começar no próximo sábado (13), e agora terá início no dia 3 de julho.
Segundo nota da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), a decisão foi solicitada pelas Associações Folclóricas e Prefeitura de Manaus e Governo do Estado atendeu a solicitação. Os representantes dos grupos se reuniram no Palácio da Justiça para solicitar e referendar em votação o adiamento do festival. 
A Secretaria de Estado da Cultura (SEC) e a Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), realizadoras do evento, atenderam o pedido de adiamento do festival solicitado pelas associações folclóricas com a alegação de que não teriam tempo hábil para a entrega da documentação necessária exigida nos editais e consequente recebimento de recurso para a realização de suas apresentações.
A entrega de documentos e para assinatura dos convênios é um requisito essencial para o repasse dos recursos pelo Poder Público.
Com a decisão, o Edital 05/2015 da Manauscult também foi prorrogado. Os 42 grupos habilitados no Edital de Convênio têm agora até o dia 17 de junho para se inscreverem por meio das Associações que as representam. É por meio do edital que as Associações receberão os recursos para repassarem aos grupos habilitados à programação do evento. 
O prazo para que as Associações submetam suas propostas iniciou no último dia 8 de junho e agora segue até o próximo dia 17, às 17h. As propostas devem ser entregues no protocolo da Manauscult (Av. André Araújo, 2767 - Aleixo). Todos os editais relacionados à categoria Prata do Festival Folclórico do Amazonas estão disponíveis no link.
Categorias
O 59º Festival Folclórico do Amazonas tem duas grandes categorias: a categoria Prata, coordenada pela Manauscult; e a categoria Ouro, coordenada pela Secretaria de Estado da Cultura (SEC). Quem abre o festival no dia 3 de julho é a categoria Ouro, coordenada pela SEC. A participação dos grupos é definida conforme descrita nos editais publicados pelas 
Fonte:
ACRITICA.COM

Veja como ficou a programação após sorteio:
CATEGORIA OURO
03/07 (Sexta-feira)
20:00 - 20:50 Justiceiros do Sertão
20:55 - 21:45 Cabras do Capitão Rufino
21:50 - 22:40 Cabras do Capitão Silvino
22:45 - 23:35 Descendentes de Lampião
23:40 - 00:30 Cangaceiros de Lampião
00:30 - 01:25 Cangaceiros do Valle Perdido.
04/07 (Sábado)
20:00 - 20:50 Cabras do Capitão Cabeleira
20:55 - 21:45 Cabras do Capitão Galdino
21:50 - 22:35 Tribo Tukana Belezas Naturais
22:40 - 23:25 Tribo dos Barés
23:30 - 00:15 Tribo dos Maués
00:20 - 01:05 Tribo Kayapos
01:10 - 01:55 Tribo Manau
02:00 - 02:45 Tribo Alto Rio Negro
05/07 (Domingo)
20:00 - 21:20 Boi-Bumbá Carinhoso (Master B)
21:25 - 22:45 Boi-Bumbá Galante 
(Master B)
22:50 - 00:10 Boi-Bumbá Evolução Nativa Tribal 
(Master B)
06/07 (Segunda-Feira)
20:00 - 21:45 Cacetinho Tribo Kamayurá
21:50 - 22:45 Cacetinho Manaós
22:50 - 23:35 Cacetinho Tarianos do Ifam
22:50 - 23:40 Quadrilha Comica João e Maria
23:45 - 00:35 Quadrilha Comica Pedro e Pedrita.
07/07 (Terça-Feira)
20:00 - 21:00 Boi Bumbá Regional Mina de Ouro
21:05 - 22:05 Boi Bumbá Regional Brilha Noite
22:10 - 23:05 Ciranda do Ruy Araújo
23:10 - 00:05 Ciranda da Visconde
00:10 - 01:05 Ciranda Grande Família
01:10 - 02:05 Ciranda Tradição da Ciranda
08/07 (Quarta-feira)
20:00 - 20:55 Ciranda Sensação da Raiz
21:00 - 21:55 Ciranda Rosas de Ouro
22:00 - 22:55 Ciranda Emoção do Armando Mendes
23:00 - 23:55 Ciranda Império da Compensa
00:00 - 00:55 Ciranda Independente do Coroado.
01:00 - 01:55 Ciranda Força Jovem
09/07 (Quinta-feira)
20:00 - 20:55 Ciranda Explode Coração
21:00 - 21:55 Ciranda do Binha
22:00 - 22:55 Ciranda Brotinhos do Coroado
23:00 - 23:50 Dança Nacional Café da Redenção
23:55 - 00:45 Dança Nacional Afro-Brasileira
00:45 - 01:35 Dança Nacional Xote da Karolina
01:40 - 02:30 Dança Nacional Rancho Manauara
10/07 (Sexta-feira)

20:00 - 21:00 Garrote Tradicional Tinideirinha
21:05 - 21:50 Dança Nacional Noda de Caju
21:55 - 22:55 Boi Bumbá Tradicional Tira Prosa 

23:00 - 00:00 Boi Bumbá Tradicional Guerreiro
00:05 - 00:55 Quadrilha Brotinhos de Petropolis
01:00 - 01:50 Quadrilha Faz Raiva na Roça
01:55 - 02:45 Quadrilha Juventude na Roça

11/07 (Sábado)
20:00 - 22:00 Boi Bumbá Corre-Campo (Master A)
22:15 - 00:15 Boi Bumbá Brilhante (Master A)
00:30 - 02:30 Boi Bumbá Garanhão (Master A)
12/07 (Domingo)
20:00 - 20:50 Quadrilha Caipira na Roça da Betânia
20:55 - 21:45 Quadrilha JAQ na Roça
21:50 - 22:40 Quadrilha Marupiaras do Amazonas
22:45 - 23:35 Quadrilha Caipira na Roça (Alvorada)
23:40 - 00:30 Quadrilha Gald na Roça
00:35 - 01:25 Quadrilha Gavioes na Roça
13/07 (Segunda-Feira)
20:00 - 21:00 Garrote Esplendor
21:05 - 22:05 Garrote Majestoso
22:10 - 23:00 Quadrilha Minha Deusa na Roça
23:05 - 23:55 Quadrilha Revolução na Roça.
00:00 - 00:45 Alternativa Geração 2000
00:50 - 01:35 Quadrilha Alternativa Funk na Roça
14/07 (Terça-Feira)
20:00 - 21:00 Filhos do Campo
21:05 - 22:05 Garrote Estrelinha
22:10 - 23:55 Dança Regional Lendas e Povos da Amazonia
00:00 - 00:50 Dança Regional grupo Serafina
00:55 - 01:45 Dança Regional Curió
01:50 - 02:40 Dança Internacional Caxemira
15/07 (Quarta-feira)
20:00 - 20:50 Cia de Dança Internacional Al-Karak
20:55 - 21:45 Dança Internacional Síria
21:50 - 22:35 Quadrilha de Em Busca da Paz
22:40 - 23:25 Quadrilha de Duelo Pistoleiros na Roça.                    

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Confira o agendão de festas juninas previstas para Manaus

Eventos vão contar com apresentações de danças e comidas típicas.
Além de arraiais, capital terá o 59º Festival Folclórico do Amazonas.

Danças estão na programação de festas juninas em Manaus (Foto: Marcos Dantas/G1 AM)

Com o início do mês de junho, entram em cena as guloseimas e as danças típicas dos arraiais e festejos de São João. Em Manaus, centros de convivência, escolas e faculdades já se programam para realizar festejos juninos. Um dos eventos de destaque é o 59º Festival Folclórico do Amazonas, que será realizado entre os dias 13 e 28 de junho no Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA), Zona Sul de Manaus.

Confira a agenda de São João para Manaus neste ano:


JUNHO
Arraial da 3ª Idade do Centro de convivência do Idoso de Aparecida
Data: 03 de junho
Hora: 16h às 23h
Local: Centro de convivência do Idoso de Aparecida, Rua Wilkens de Mattos, S/N, bairro de Aparecida, Zona Sul.

Festa Junina do Comerciário
Data: 12 de junho
Hora: 18h (desde às 16, um grupo de forró percorrerá ruas do Centro convidando a população, principalmente trabalhadores do comério)
Local: Centro de Atividades do Sesc, na Rua Henrique Martins, bairro Centro.
Atrações: Banda de forró, Dança Folclórica Xote Nódua de Cajú, Concurso Rei-Rainha Caipira.                                            
               
Festa Junina do Centro de Convivência da Família Madalena Arce Daou
Data: 12 de junho
Hora: A partir das 18h
Local: Centro de Convivência da Família Magdalena Arce Daou, situado na Avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus

59º Festival Folclórico do Amazonas
Data: 13 a 28 de junho
Hora: 19h
Local: Centro Cultural dos Povos da Amazônia, situado na Bola da Suframa, Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus
Atrações: Apresentação de danças folclóricas, barracas com comidas típicas

Grande arraial da Família do Centro de Convivência Padre Vignolla
Data: 19 de junho
Hora: noite (horário não informado)
Local: Centro de Convivência Padre Vignolla, situado na Rua Gandú com Av Noel Nutels, bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus

Arraial do Colégio La Salle
Data: 19 e 20 de junho
Hora: A partir de 19h
Local: Nas dependências da própria escola.

Festival Marquesiano
Data: 19, 20 e 21 de junho
Hora: A partir de 20h
Local: Campo da Amizade, situado atrás da Igreja de São Raimundo no Nonato, no bairro de São Raimundo, Zona Oeste de Manaus.

Arraial do Colégio Santa Terezinha
Data: 27 de junho
Hora: A partir de 18h
Local: Colégio Santa Terezinha, na Avenida 7 de Setembro, bairro Centro, Zona Sul.           

JULHO
Arraial do Colégio Auxiliadora
Data: 04 de julho
Hora: A partir de 18h
Local: Quadra coberta do colégio auxiliadora, na Rua Silva Ramos, 833, bairro Centro, Zona Sul.

Arraial do Studio 5
Data: 10, 11 e 12 de julho
Hora: de 17h às 23h
Local: Pavilhão do Studio 5, na Avenida Rodrigo Otávio, bairro Distrito Industrial, Zona Sul.
Valor: R$4,00 (Crianças a partir de 4 anos já pagam entrada)
Atrações: Dança sertaneja, cowntry, cirandas, quadrilhas, carimbó, hip-hop, danças internacionais.

Festa da 3ª Idade do Sesc
Data: 17 de julho
Hora: 16h
Local: Quadra coberta do Sesc Balneário, localizada na sede do Sesc, no bairro Campos Elísios.
Atrações: ainda não foi divulgado.


Fonte:
Do G1 AM

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Prefeitura divulga lista com 42 grupos folclóricos habilitados para o Festival Folclórico do AM

Ligas folclóricas deverão inscrever grupos no Edital de Prêmio e será avaliado se os mesmos podem receber recursos públicos para participar do FFA.

Festival inicia no próximo dia 13, no Centro Cultural Povos da Amazônia, CCPA(Clóvis Miranda)

Quarenta e dois grupos folclóricos foram considerados aptos para participar da categoria Prata, coordenada pela Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), durante o 59º Festival Folclórico do Amazonas.
O resultado do Edital de Seleção foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM), do dia 3 de junho de 2015. O próximo passo é a inscrição das Ligas Folclóricas representantes da lista dos aprovados na categoria do Edital de Prêmio, para receber os recursos. O festival tem início no próximo dia 13 e ocorrerá no Centro Cultural Povos da Amazônia (CCPA).
O diretor-presidente da Manauscult, Bernardo Monteiro de Paula, ressalta que os grupos aprovados nessa primeira fase ainda passarão por essa segunda etapa antes de ingressarem na programação da Categoria Prata do Festival, que é o Edital de Prêmio. Ele detalha que cada grupo está habilitado, mas agora deve procurar a Liga a qual pertence, pois é a liga, nesta segunda etapa, que deve procurar a Manauscult para inscrever seus grupos no Edital de Prêmio.
"A Liga pode inscrever apenas uma proposta para todos os seus grupos aprovados, ou seja, não é necessário inscrever uma proposta para cada grupo. O grupo só irá receber o recurso por meio da Liga", explica.
Após a Liga se inscrever no Edital de Prêmio, a Comissão do Festival Folclórico irá avaliar se a entidade está com a documentação adequada e todas as suas prestações de contas adimplentes com a Manauscult para poder receber o recurso.
"Todo esse processo foi definido junto com os folcloristas. A comissão foi escolhida por quase 400 folcloristas e ela, junto com técnicos da Manauscult, definiram essa forma de repasse dos recursos. É uma maneira democrática e transparente do processo", avaliou Bernardo Monteiro de Paula. 
Os grupos da Categoria Prata receberão valores de premiação que variam entre R$ 9 mil e R$ 232 mil por grupo, de acordo com a subcategoria que ele esteja inscrito, entre elas "Dança regional", "Boi-bumbá Regional", "Quadrilha Tradicional", entre outras subcategorias.
No total, a Categoria Prata tem 15 subcategorias e um recurso geral de aproximadamente R$ 1,3 milhão. "A liga só poderá receber se estiver adimplente com a Manauscult. Vale ressaltar que o grupo só estará de fato na programação após a Liga que o representa ser aprovada nesse Edital de Premiação", completa o diretor-presidente.
Entre os critérios para os grupos folclóricos serem considerados aptos a participar na categoria Prata estavam a prestação de contas do ano anterior aprovada; documentação regulamentada; comprovação da atividade folclórica, entre outros critérios descritos na Edital de Seleção.  Além disso, conforme o regulamento de 2014, os 16 últimos colocados na categoria Ouro, na disputa do ano passado, são remanejados para a categoria Prata em 2015.
As Ligas podem realizar suas inscrições no Edital de Prêmio a partir desta segunda-feira, 8, de 8h às 17h, no protocolo da Manauscult( Av. André Araújo, 2767 - Aleixo). Todos os editais estão disponíveis no link:
http://manauscult.manaus.am.gov.br/editais-2015/
Categorias
O 59º Festival Folclórico do Amazonas tem duas grandes categorias: a categoria Prata, coordenada pela Manauscult; e a categoria Ouro, coordenada pela Secretaria de Estado da Cultura (SEC).
Bernardo Monteiro de Paula reforça que este é o segundo ano da parceria entre a Manauscult e a SEC para a realização Festival Folclórico do Amazonas. “Cada secretaria é responsável por uma categoria, desde o lançamento de edital para inscrição até coordenação durante o evento. É um modelo que trouxe resultados positivos e conta com o apoio dos próprios folcloristas que participam diretamente de cada etapa”, destacou.
Quem abre o festival no dia 13 de junho é a categoria Ouro, coordenada pela SEC. Já as apresentações da categoria Prata, coordenada pela Manauscult, iniciam no dia 26 de junho. A participação dos grupos é definida conforme descrita nos editais publicados pelas secretarias.
O diretor-presidente destaca que a Manauscult e a SEC estão finalizando as análises do Regulamento 2015, que esteve disponível para consulta pública até o último dia 28. “Até a próxima semana deve ser divulgada a versão final desse regulamento e também a programação do evento”, afirmou. A programação completa do 59º Festival Folclórico do Amazonas será divulgada em breve no site da Manauscult e no site da SEC.

Grupos folclóricos devem receber R$ 2,3 milhões para festival no AM

59º edição do Festival Folclórico do estado ocorre a partir de 13 de junho.
Investimento será destinado a 74 grupos folclóricos e boi bumbás da capital.

Festa ocorre a partir de 13 de junho, no Centro Cultural Povos da Amazônia (Foto: Altemar Alcantara/Semcom)

Um total de R$ 2.251.014 milhões deve ser destinados a 74 grupos folclóricos e boi bumbás para a realização do 59º Festival Folclórico do Amazonas, que inicia dia 13 de junho no Centro Cultural Povos da Amazônia, na Zona Sul de Manaus. A verba será disponibilizada pelo Governo do Estado. Os grupos foram selecionados por meio de edital para a categoria ouro.

A ordem das apresentações será definida por sorteio na sede da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), no Centro da capital. A data do sorteio, entretanto, ainda será definida.

Dentre as danças que foram selecionadas estão a Dança Internacional Caxemira, Ciranda Rosa de Ouro, Dança Regional Lendas e Povos da Amazônia e Quadrilha Minha Deusa na Roça.

Fonte:
Do G1 AM
04/06/2015 12h01 - Atualizado em 04/06/2015 12h01

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis completa cinco anos como patrimônio cultural

São quase 30 dias que movimentam a cidade histórica de Pirenópolis (GO), entre novenas, folias, alvoradas, apresentações folclóricas e muitas celebrações. Essa é a Festa do Divino Espírito Santo, que teve a primeira manifestação em 1819 e completa, no próximo dia 13 de maio, cinco anos de registro como patrimônio cultural imaterial. A comemoração é considerada uma das maiores e mais tradicionais do país.
 
A Festa foi inscrita, em 2010, no Livro de Registro das Celebrações, no qual são incluídos os rituais e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social. Reconhece-se a inclusão, no patrimônio a ser preservado pelo Estado, em parceria com a sociedade, dos bens culturais que sejam referências dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira.

                                                         Primeira manifestação da Festa do Divino em Pirenópolis foi erm 1819 (Foto: Iphan)

O Patrimônio Cultural Imaterial é transmitido de geração a geração, constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana. É apropriado por indivíduos e grupos sociais como importantes elementos de sua identidade. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconhece os bens por meio de categoria e os registram em livros.

A Festa
 
A celebração é realizada no período de Pentecostes, 50 dias após a Páscoa, e começa com o giro das folias, na zona rural e urbana. Os foliões partem para as visitas levando a bandeira do Divino com o objetivo de recolher donativos, chamar o povo para a festa e levar as bênçãos do Espírito Santo. Os donos das fazendas enfeitam suas casas, preparam o altar e muita comida para receberem a bandeira do Divino e os foliões. 
 
A cada noite, o grupo se reúne para orações, louvores e saudações ao Divino, junto ao anfitrião que os recebe, e em seguida são servidas tachadas de comida gratuitamente a todos os presentes, foliões e comunidade, que vêm de várias partes do município e também de cidades vizinhas para participar dos chamados Pousos de Folia.
 
Após o giro das folias, inicia-se, na Igreja Nossa Senhora do Rosário, a novena em louvor ao Divino Espírito Santo. Além da oração do terço e celebração da missão, durante todos os dias da novena, a comunidade católica organiza, no Largo da Matriz, a Barraca da Família, um espaço para confraternização da comunidade e onde são comercializadas comidas típicas para levantar fundos para custear ações beneficentes da Igreja.
 
Em 2015, a Festa teve início na última sexta-feira, 01 de maio, e se estende até o dia 26 de maio. De 24 a 26, serão realizadas as tradicionais Cavalhadas, que encenam batalha realizada no século VI entre os cristãos e os sarracenos em defesa do sul da França.

Fonte:
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
Com informações do Iphan