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quarta-feira, 29 de março de 2023

FESTIVAL BUMBÁS DE MANAUS JÁ ESTÁ EM CONSTRUÇÃO


No sábado passado (25.03), reuniram-se as diretorias dos Bumbás e seus artistas de alegoria e diretores de arena para deliberar sobre projeto de novo formato, local e datas do Festival Bumbás de Manaus a partir do ano de 2023. 

Estiveram presentes os representantes dos Bumbás Master "A" Corre Campo, Galante de Manaus e Garanhão e do Master "B" Brilhante e Tira Prosa.

O projeto foi aprovado e agora é por conta de cada Bumbá definir suas estratégias de apresentação que acontecerá sempre no último final de semana do mês de julho, na área da ferradura do Sambódromo.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Sujeitos à modernidade, festejos juninos se afastam progressivamente do formato original.

Adeus à tradição


Festas juninas atuais incorporam elementos modernos à tradição.
Na velocidade dos tempos modernos, pautados pelo ritmo de vida desordenado dos centros urbanos, os costumes tradicionais estão progressivamente perdendo forças. Festejos especiais do calendário brasileiro, como o carnaval e a Semana Santa, cada vez mais deixam de lado suas características originais para abraçar uma roupagem moderna que mais privilegia os eventos do que a cultura, antigamente passada de geração em geração. Com os festejos juninos, não é diferente. 
As festas juninas atuais surgiram a partir de celebrações dos povos pagãos europeus, que comemoravam a chegada do solstício de verão e a fartura da colheita, no dia 24 de junho. A festa só foi associada ao nome de São João Batista durante o período da Idade Média. Os festejos logo se popularizaram por diversos países católicos do continente europeu, como Portugal, França e Irlanda. 
No Brasil, as comemorações juninas desembarcaram junto com os colonizadores portugueses que além de São João trouxeram dois outros santos que foram associados às festas: Santo Antônio e São Pedro, cujos dias são comemorados em 13 e 24 de junho, respectivamente. As festas logo foram incorporadas aos costumes da alta corte portuguesa, sempre propensa a imitar os europeus. 
Mais tarde, os festejos foram adotados pela aristocracia rural da região Nordeste e em pouco tempo ganharam as fazendas e os arraiás, agregando à festa costumes e situações corriqueiras da vida no campo. 
Alexis Peixoto


O pesquisador Severino Vicente condena a descaracterização das
quadrilhas juninas.

Neste primeiro momento, as festas juninas ainda deviam algo às tradições européias, mas já começava a incorporar algumas tradições brasileiras e tipicamente nordestinas. Nas festas, dançava-se a quadrilha, que foi originada na França, mas também se dançava o côco de roda, a ciranda, o baião, o forró”, aponta o pesquisador Severino Vicente, da Comissão de Folclore da Fundação José Augusto. 
“Dessas manifestações, a única que ainda permanece ligada aos festejos juninos é o forró, embora de uma forma muito mais moderna”, completa. 
Outra tradição junina de antigamente que praticamente inexiste nos dias atuais, são as famosas simpatias. Durante as comemorações do dia de Santo Antônio era mais do que comum para as moças recitarem pedidos de casamento por meio de versos como “Santo Antônio querido/ Eu vos peço por quem sois/ Dai-me o primeiro marido/ Que o outro eu arranjo depois”. Os rituais ao pé da fogueira, entre afilhado e padrinho, onde o primeiro assumia as responsabilidades sobre o segundo também foram aos poucos sendo abandonados. 
As práticas de soltar balões e acender fogueiras têm sido cada vez mais restritas nas grandes capitais, principalmente devido a questões ambientais e relacionadas à segurança. 


“Hoje em dia o São João urbanizou-se. Perde-se com a falta de estudo, não há compromisso com a tradição”, aponta Vicente, fazendo um adendo. “Não sou contra a modernidade das quadrilhas estilizadas, por exemplo. O que não aprovo é a incorporação de elementos estrangeiros nos festejos. A modernização se estiver em equilíbrio com a tradição, é bem vinda. O que não pode é a descaracterização”, finaliza. 



Conheça a origem de alguns elementos típicos das festas juninas:



Fogueiras:  Existem duas versões que explicam a origem da fogueira nos festejos juninos. A primeira diz respeito ao costume pagão de acender fogueiras em comemoração a chegada do solstício de verão. Já a tradição católica, aponta para um acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte. 



Fogos de artifício: No Brasil, os fogos de artifício são utilizados para despertar São João Batista que, segundo a tradição católica dorme durante os três dias de festas juninas. 



Comidas típicas: Junho é o mês mais propício para a colheita do milho. Logo, as comidas típicas das festas juninas, como a canjica, pamonha e o milho assado, utilizam este vegetal como principal ingrediente. 



Quadrilha: A quadrilha surgiu nos salões aristocráticos da França, no século XVIII. Desde então, ganhou diversas releituras em outros países europeus até chegar ao Brasil, por intermédio da corte portuguesa. Em pouco tempo, fundiu-se com outras danças típicas do país e deu origem a popular “quadrilha matuta”. 



Balões: Embora hoje seja uma prática proibida por lei, o hábito de soltar balões servia para avisar as crianças sobre o início da festa.


Fonte: Alexis Peixoto, 
 

domingo, 1 de novembro de 2015

Seja Ponto de Cultura, entre para a rede!

onlkm

O Cultura Viva é uma política cultural voltada para o reconhecimento e apoio à atividades e processos culturais já desenvolvidos, estimulando a participação social, a colaboração e a gestão compartilhada de políticas públicas no campo da cultura. Fomentar essas práticas é também aprofundar a democracia cultural e, por que não, a cultura democrática.A Rede Cultura Viva é a plataforma do Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, instituído pela Lei Cultura Viva. É a ferramenta que permite a autodeclaração por parte das entidades e coletivos culturais, e o reconhecimento por parte do Estado, estabelecendo uma relação direta entre os Pontos de Cultura, o Ministério da Cultura, e os entes federados parceiros. A rede social dos fazedores e fazedoras de cultura do Brasil.
Para quem já é Ponto ou Pontão de Cultura, o Cadastro é uma forma de manter os dados atualizados, acompanhar a execução de plano de trabalho, enviar informação sobre atividades desenvolvidas, além de se manter informado a respeito de encontros, editais, apoios e articulações.
Para quem quer ser Ponto ou Pontão de Cultura, é só chegar! Insira seus dados no Cadastro e, a partir de uma seleção simplificada e da adesão à Política Nacional de Cultura Viva, a entidade ou o coletivo cultural poderá ser reconhecido como Ponto ou Pontão de Cultura, passando a integrar a rede da Política Nacional de Cultura Viva.
Curtiu? Então seja mais um ponto nesta teia da diversidade cultural brasileira!

O que é Cultura Viva

Aldeia Multiétnica
O Programa Cultura Viva, desde sua implementação em 2004, alcançou grande dimensão nacional, e atualmente é uma referência para políticas culturais em vários países da América Latina. Sua política foi desenhada para valorizar a cultura realizada na base da sociedade brasileira, a articulação em rede e a gestão compartilhada, com base nos princípios da autonomia, protagonismo e empoderamento da sociedade civil.
A Política de Cultura Viva contempla iniciativas ligadas à cultura de base comunitária, Indígenas, Quilombolas, de Matriz Africana, economia solidária, produção cultural urbana e periférica, cultura digital, cultura popular, com ampla incidência no segmento da juventude, abrangendo todos os tipos de linguagem artística e cultural como música, artes cênicas, cinema, circo, literatura, entre outras.
Tem o objetivo de promover a articulação destas iniciativas em rede, contribuindo para a inclusão social, o combate ao preconceito e a todas as formas de discriminação e intolerância, o reconhecimento e a valorização da diversidade cultural brasileira e o pleno exercício dos direitos culturais.
Desde 23 de julho de 2014, com a sanção da Lei Cultura Viva (Lei nº 13.018/2014), o Programa Cultura Viva e os Pontos e Pontões de Cultura tornaram-se Política de Estado. Além de garantir a continuidade do Programa, a Lei simplifica e desburocratiza os processos de prestação de contas e o repasse de recursos para as organizações da sociedade civil.
Atualmente está presente nos 27 estados brasileiros e em cerca de mil municípios, é um dos programas com mais capilaridade e visibilidade do Ministério da Cultura, atualmente com 4.502 Pontos fomentados. Até 2020 deverão ser fomentados mais 10.498 Pontos de Cultura para atingir a meta de 15 mil Pontos prevista no Plano Nacional de Cultura.
Fonte: MINC, Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural